Devolver ao Supremo Tribunal Federal o papel de corte constitucional e estancar a maior fonte de insegurança jurídica do país.
O problema: Uma corte que virou parte no jogo, não árbitro, gerando insegurança jurídica permanente.
A proposta: STF como corte constitucional pura, sem julgamento penal de autoridades. Mandato e quarentena para ministros, fim das decisões de um ministro sozinho, com efeito nacional.
O STF, o Supremo Tribunal Federal, acumulou, ao longo das últimas décadas, poderes que nenhuma corte constitucional democrática tem ao mesmo tempo:
O resultado é uma corte que é parte no jogo, não árbitro, e uma fonte permanente de insegurança jurídica, ativismo e abuso judicial. Esses poderes não são abstratos. Eles se convertem em decisões concretas, com vítimas de carne e osso.
Em 2026, a Gazeta do Povo publicou um levantamento de 104 decisões abusivas atribuídas a um único ministro, Alexandre de Moraes, mapeadas caso a caso desde 2019. É o maior inventário de arbitrariedades de um só ministro já feito pela imprensa brasileira.
Não são opiniões editoriais. São decisões documentadas e verificáveis, com data, processo e impacto. O levantamento foi possível porque o próprio padrão das decisões expõe o problema: um ministro decidindo sozinho, sem o aval dos demais, sem revisão e sem mecanismo de freio.
O ativismo aparece na descriminalização do aborto e das drogas e na derrubada do marco temporal aprovado pelo Congresso. A Corte mudou diversas vezes, ao longo dos últimos anos, o entendimento sobre as regras do foro privilegiado. A cada novo entendimento, aplicado também a processos antigos, centenas de casos criminais foram anulados.
A desproporção das penas do 8 de janeiro é o exemplo mais visível. Ao mesmo tempo em que o STF tratou com excessivo rigor e desmedida rapidez os casos do 8 de janeiro e da trama golpista, trata com desmedida demora, omissão e tolerância os casos de corrupção envolvendo figuras poderosas da República.
O abuso é exemplificado pela blindagem de ministros contra investigações da Receita; pelo processo contra a família Mantovani sob a tese inédita de um "foro da vítima"; pelo banimento do X e da Rumble; e pela anulação, por Gilmar Mendes, de uma investigação do Senado para proteger Toffoli.
O Senado já aprovou limites para as decisões de um ministro sozinho. A transformação do STF em corte constitucional pura, sem inquéritos abertos por conta própria e sem julgamentos criminais de autoridades, é o passo estrutural que falta.
O Senado aprovou limites para as decisões de um ministro sozinho, um passo importante. Propostas de revisão, pelo Congresso, de decisões ativistas e de mandato com quarentena para ministros foram discutidas, mas ainda não viraram lei. A transformação do STF em corte constitucional pura, com competência para o controle de constitucionalidade (a tarefa de dizer se as leis respeitam a Constituição), sem inquéritos abertos por conta própria e sem julgamentos criminais de autoridades, é o passo estrutural que falta.
As Novas Medidas contra a Corrupção, da FGV (Fundação Getulio Vargas) e da Transparência Internacional, já apontavam nessa direção: a Medida 28 propõe maior transparência na seleção de ministros do STF e impõe quarentena antes e depois do cargo, proibindo que ex-ministros concorram a cargos eletivos por quatro anos após deixar o tribunal.
O avanço da segurança jurídica no país depende ainda do fortalecimento de um sistema de precedentes (a regra de que decisões passadas orientam os julgamentos seguintes), em que tribunais inferiores respeitem a orientação dos superiores, e em que a própria Corte respeite suas decisões anteriores, evitando mudá-las em intervalos curtos.
Cinco frentes legislativas que, juntas, reequilibram o poder do STF, restabelecem a segurança jurídica e devolvem a Corte ao seu papel original previsto na Constituição.
Em 2015 e 2016, foram mais de 2 milhões de assinaturas do Brasil inteiro. Agora é a hora de bater de novo essa meta!
Assinar as 10 MedidasVocê responde com a sua doação e dá o troco no sistema.
R$ 34: um real para cada dez mil votos cassados.
Dados públicos da plataforma QueroApoiar.