O nome na urna era o meu, mas os votos apagados eram seus. Não houve crime, desvio nem enriquecimento ilícito: a cassação veio por fazer o certo. E quem ficou sem voz na Câmara foi você.
Você me conhece pela Lava Jato, uma luta que fizemos juntos. Fui aprovado em três concursos, escolhi o mais difícil e o pior pago no início: procurador da República aos 23 anos. Estudei em Harvard e voltei em 2013, com a minha esposa Fernanda grávida do nosso primeiro filho, sabendo que o problema do Brasil não era falta de provas, era falta de coragem para enfrentar a impunidade. Servi por 18 anos no Ministério Público Federal. Na Lava Jato, nossos acordos e investigações garantiram a devolução de mais de R$ 15 bilhões às vítimas da corrupção.
Hoje a operação está desmontada. As condenações foram anuladas sem absolver ninguém, quem era réu voltou para a presidência da República, o INSS dos nossos pais e avós foi saqueado em bilhões e o escândalo do Banco Master ameaça engolir a República inteira.
Sou pré-candidato ao Senado pelo Paraná. É o Senado que aprova ministro do Supremo, abre CPI e julga impeachment, tanto de ministro do STF quanto de presidente da República. É essa caneta que quero tirar da mão dos donos do poder e devolver à sua.
Doe R$ 34,49: um real para cada dez mil votos cassados. Ou R$ 100, ou o que couber no seu bolso. Eles cassaram nosso mandato com uma canetada. Você responde com a sua doação e dá o troco no sistema.
Você é o protagonista. Eu quero ser o seu melhor soldado: me mande para a linha de frente.
